Foto de O Papa-Jaca

Enquetes de redes sociais não mostram um cenário real da opinião pública, mas servem de termômetro base de determinado público. Neste caso, entre os seguidores do O Papa-Jaca, com um total de 897 votos computados, 54% votaram ou teriam votado em Valmir Monteiro em 2016 – resultado se aproxima dos 59% recebidos no ano. A partir desse número, o restante da pesquisa interativa tenta medir as forças políticas locais.

Velhas práticas não podem construir alternativa.

A ideia da consulta partiu de notícia recente, em que o grupo oligárquico dos Monteiros deixa anunciado, através do deputado estadual Ibrain Monteiro (PSC), o rompimento político destes com o grupo dos Ribeiros e a intenção de lançar candidatura própria. Sendo assim, a burguesia lagartense promete estar dividida em 2020 – aumentando a incerteza sobre os possíveis resultados.

Na enquete, 72% anunciaram que não votariam em Valmir Monteiro em 2020, caso ele estivesse apto, e somente 23% estariam dispostos a votar em algum candidato indicado por ele. Se número se confirmar, será uma verdadeira frustração ao agrupamento, que depositava uma certa confiança num suposto espólio político que Valmir ainda teria mesmo após a prisão e condenações recentes. É importante destacar, porém, que em Lagarto o pleito possui um único turno.

Outro dado que chama atenção é que 77% rejeitaram a possibilidade de votar em algum candidato ligado a alguma das famílias oligárquicas lagartenses nas eleições municipais – não apenas para Prefeitura. No entanto, respostas à enquete indicam que havendo uma disputa acirrada entre grupos, muitos optariam em dar o chamado voto útil a um deles. “Eu votaria num Ribeiro ou Monteiro [para não eleger um saramandaia]”, afirmou o internauta Marçal Lukas.

Outros decidiram justificar a rejeição aos políticos tradicionais. Argumentos como “só sabem fazer showmício ridículos”, ou que a atual conjuntura na cidade torna Lagarto um “curral eleitoral”, exibem a homogeneidade das opiniões. “Chega de bole-bole e saramandaia comandando Lagarto”, finaliza.

Pré-candidatos

O debate sobre quais os nomes que já circulam como prefeituráveis está aceso. Para alguns, ano que vem ocorrerá a eleição com o maior número de candidatos da história política de Lagarto. As intenções são óbvias: construírem alternativas. Um conselho editorial: Velhas práticas não podem construir alternativas. São os nomes:

Jorge Prata, Elivânio Moura, Enoque Araújo, Edmilson Barbosa, Marcélio Oliveira, Willians Cardoso, Josivaldo dos Brinquedos, Hilda Ribeiro, Carlos Ângelo, Itamar Santana, Ibrain Monteiro, Fábio Reis, Goretti Reis, candidato do PSL e/ou candidato do NOVO.

Entre estes, todos os citados ou já foram candidatos derrotados/vencedores em algum pleito, ou possuem alguma passagem pela política local. Soam também que qualquer possível nome a ser lançado pelo partido NOVO, por exemplo, seja algum ex-lotado ou aliado da gestão saramandaia de Lila Fraga (2013-2016).