Nesta sexta-feira (12) ocorreu o primeiro protesto do movimento ‘Nós Avisamos’, que, por enquanto, reúne estudantes do Colégio Prof.º Abelardo Romero Dantas (CEPARD) na cobrança pelo básico na instituição. No caso do CEPARD, os problemas envolvem falta de merenda, falta de professores e estrutura precária – ao um ponto em que banheiros chegaram a ser interditados.

No entanto, nesta mesma sexta, um almoço paliativo foi servido. O alimento era composto por macarrão, pedaços de carne de galinha e suco de maracujá – isto é, de baixo aporte nutricional e contrariando protocolos do MEC. Segundo nota da Secretaria de Estado da Educação (SEED) à imprensa, a problemática no CEPARD havia sido imediatamente sanada, pouco antes da manifestação. O que não ficou claro é que o colégio segue sem professores e que este almoço servido, simplesmente, acabou antes de todos pegarem sua porção – já pequena – e cerca de 40 alunos teriam sido orientados a comer biscoito, que seria o lanche da tarde, antes do segundo turno de aulas. Também teria faltado água nos bebedouros.

Ato estudantil percorreu as principais as avenidas do centro comercial de Lagarto. FOTO: Danniel Prata/OPJ

Uma aluna tentou contato com a diretora ainda pelo dia e, na conversa gravada, ela desabafa a situação nada normal em que vive a escola – sobretudo após o clímax da falta de merenda. Acontece que, para alguns, o almoço desta sexta teria sido feito com a intenção de demonstrar uma normalidade institucional que não existe, além de servir de convencimento para que os discentes não participassem do protesto. Quem auxiliou a direção na logística teria sido o próprio Grêmio Estudantil – que desistiu de apoiar o ato. Uma reunião com a SEED está marcada para esta segunda-feira (15).

O Papa-Jaca entrou em contato via ligação com a diretora da escola, Jamile, na manhã deste sábado (13) para ouvir sua versão, mas ela nos informou que não estaria em expediente de trabalho. Ressaltou que quer conversar e pediu para que contássemos a ela nossas dúvidas afim de que, na segunda, obtivéssemos alguma resposta. Já o Grêmio, defendeu a direção: Em comentários nas redes sociais o grupo afirma que a falta de comida se deu por não haver conhecimento do tamanho da demanda a ser servida.