Na sessão da Câmara Municipal de Lagarto na última quinta-feira (14) o vereador Clayton Moore (PPS) ergueu placas em memória do um ano da execução da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL). Em foto divulgada nas redes sociais, outros dois parlamentares seguram as placas que ganharam fama após um candidato do PSL-RJ quebrar uma que esteve indicando o nome de uma rua que havia recebido o nome da vereadora.

O assunto só repercutiu nesta terça-feira (19) quando Clayton divulgou em suas redes sociais a homenagem post-mortem. Numa de suas publicações ele justifica a atividade feita durante a sessão dizendo que Marielle era uma “mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”, além de “socióloga e mestre em Administração Pública”. Ela estava vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, eleita com 46.502 votos nas eleições de 2014.

Com a repercussão, os críticos foram mais assíduos que os elogistas. Procurados pelo O Papa-Jaca, os mais alinhados às ideias de Marielle viram na ação de Clayton “puro oportunismo”, mas rechaçaram a hostilização gerada. Os comentários contrários perpassaram, em alguns casos, o campo da opinião. Em áudios veiculados no WhatsApp, pessoas aparecem pregando o afastamento do vereador Alex Dentinho (PRB) de sua relação com o vereador Moore.

Em outros desses áudios, pessoas dizem que não há motivo para homenagem pois Franco “nunca fez nada por Lagarto”. E continuam: “cabrunco de Marielle”. Alguns chegam inclusive a propagar as chamadas fake news ao afirmarem que a vereadora carioca “era contra a família tradicional” e que ela “não representava ninguém” ao defender projetos que nunca apoiou. Ao menos 20 gravações diferentes foram recebidas pela equipe O Papa-Jaca.