O Ministério Público Federal de Sergipe (MPF-SE) deu início às investigações sobre as suspeitas de uso de candidaturas laranjas femininas nas eleições gerais de 2018. A candidata lagartense, Marleide Cristina (MDB), que teria recebido apenas 186 votos tendo gasto cerca de meio milhão de reais recebidos via partido, já foi ouvida pelo MPF.

Os procuradores apontam indícios de ao menos dois tipos de fraudes: (1) O uso de candidata que não faz campanha para repasse e, em seguida, desvio de recursos do fundo partidário e (2) partidos, que, apesar de terem declarado repasses de recursos para candidatas, não efetivaram os repasses e os recursos permaneceram em poder das agremiações.

A investigação tem como base o recebido pelas candidatos através do Fundo e o número de votos adquiridos. Marleide foi a suspeita que apresentou maior disparidade no estado, mas negou qualquer prática ilícita – ou ligação com o deputado federal Fábio Reis (MDB) – após reportagem do O Papa-Jaca. Outras seis candidatas já foram ouvidas pelo Ministério Público.